a realidade atual da comunidade
(sua extensão territorial, social, econômica
e religiosa). O paroquiano Jaime Cordeiro traduziu
a realidade em números, informando que a
paróquia abrange uma área onde residem
aproximadamente 25 mil pessoas (18 mil católicos),
número muito maior em ralação
àqueles que freqüentam com assiduidade
as missas dominicais, ou seja, em torno de 2.300
pessoas (desse total, 864 são dizimistas).
O paroquiano Manoel Otre, fundamentado
em documentos da CNBB, falou sobre ação
sócio-transformadora, colocando a questão
da exclusão social e das injustiças,
e fazendo um paralelo com o princípio da
dignidade da pessoa humana, do compromisso pastoral
(“colocar-se a serviço”), da
provisão de recursos financeiros para a concretização
dos projetos (“aumento da arrecadação
do dízimo”) e da inculturação
do evangelho (“ser testemunho vivo”).
Às 10h35, os paroquianos
assistiram ao filme que foi exibido na Assembléia
Diocesana de setembro de 2006, sobre os projetos
sociais existentes na diocese e que tem recebido
ajuda do Fundo Diocesano de Solidariedade.
Em seguida, a paroquiana Marinalva
Medeiros partindo da proclamou do Evangelho (Mt
25, 35-40) abordou a questão da promoção
humana.
Em grupos formados com as palavras
AMOR, SOLIDARIEDADE, FRATERNIDADE, CARIDADE, CONSCIENCIA,
TRANSFORMAÇÃO, DIGNIDADE, AÇÃO,
VERDADE e CONVERSÃO, os participantes responderam
a duas questões: 1) Tendo em vista as apresentações
desta manhã, como você vê a organização
dos trabalhos sociais em nossa comunidade? 2) Qual
a sugestão de uma ação concreta
em nossa comunidade e como implantá-la?
Os debates nos grupos duraram aproximadamente
30 minutos. Logo após, o coordenador de cada
grupo apresentou as respostas obtidas.
Os responsáveis pelo plenário,
Edgar e Josiane Fernandes, elaboraram a síntese:
A comunidade ainda enfrenta muitos
problemas: comodismo de alguns; falta de agentes
de pastoral (“a messe é grande e poucos
são os operários”); algumas
atividades ainda são meramente assistencialistas;
falta integração entre as pastorais
afins e o não desenvolvimento da pastoral
social.
Na Assembléia também se ouviu muito
sobre o “voltar os olhos para a juventude”,
pois, dentre as ações concretas mais
citadas, a justificativa de sua implantação
voltava-se aos jovens. Por isso, das inúmeras
sugestões, os projetos mais abordados pela
comunidade foram: Curso de Informática (inclusão
digital); Criação de um núcleo
multidisciplinar (consultoria com advogados e estagiários
de Direito e com profissionais da área da
saúde etc; Criação de um núcleo
de geração de renda (aulas de corte
e costura, pintura, cabeleireiro etc) e Lavanderia
Comunitária.
Um grupo ficou responsável
em analisar os quatro projetos e concretizar àquele
de real necessidade da Paróquia. O grupo
é formado por: Jaime, Pedro, José
Dutra, Maria Ináh, coordenadores de pastorais
sociais e o padre João Carlos.
O encerramento da Assembléia
deu-se às 13 horas, com a benção
do pároco.