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Dom, Set
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Corpus Christi

Mensagens do Bispo

“Quando deres uma festa convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos” (Lc 14,14).

Uma das formas de compreensão da pessoa de Jesus é a relação d’Ele com a mesa da refeição. Em todos os encontros de Jesus com os empobrecidos, Ele sempre os inclui em suas refeições. Essa foi a sua atitude que mais causou espanto e escândalo: a partilha nas mesas com os pobres e pecadores. Para Jesus, a mesa é para ser compartilhada com todos; a partilha do pão com publicanos e pecadores fazia parte das práticas de Jesus.

Nosso Senhor revela grande liberdade ao transitar por diferentes mesas: mesas escandalosas que o faziam próximo dos pecadores, pobres e excluídos.

Ele não só passou por tantas mesas, mas instituiu a grande mesa para a festa, a intimidade, a memória: a mesa da Ceia Pascal. A partir do compromisso de Jesus com a mesa da vida, nossa refeição à mesa nunca mais foi a mesma, pois Ele elevou e plenificou de sentido a mesa de refeição.

“Quando chegou a hora, Jesus se pôs à mesa com seus apóstolos” (Lc 22, 14).

Com Jesus a humanidade descobriu junto à mesa o melhor jeito de se encontrar para celebrar a vida, reconstruir relações mais saudáveis, romper as distâncias e superar as desigualdades. A mesa funciona, então, como oportunidade ou lugar privilegiado, onde se elabora e se vive um encontro de profundidade. A mesa faz a família, reforça a fraternidade, intensifi ca a amizade.

Mas a mesa pode ser corrompida e tornar-se o lugar de injustiças, de rupturas e frieza. A mesa que funciona como posição social, se torna pobre de sentido, dissimulada, falsa e artificial. Há mesas para tudo, até para a exploração... tudo o que envolve interesse, seduções e vaidades... Há uma verdadeira profanação da mesa ao ser transformada em lugar de conchavos, corrupção, negociatas interesseiras, tramas maldosas.

Nós que acreditamos em Jesus nos aproximamos da mesa como quem está diante de um território sagrado, porque sagrado é o alimento e quem dele se alimenta. Este Pão nos fortalece para sermos capazes de partilhar, de viver nossas alegrias, conquistas, sonhos, mas também nossas dores, desânimos e cansaços. Buscamos, junto à mesa, alimento para a vida; mas temos fome de Alguém para além do pão da mesa. Temos fome deste Senhor manso e humilde de coração que por seu Corpo doado numa cruz e seu Sangue derramado até a última gota nos ensina a partilhar o nosso pão e nos dá o perdão e a salvação eterna.

Pastoral da Esperança de Marília
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